Pai de acusado de matar universitário é assassinado

Dois criminosos armados executaram, ontem, o pai de um dos adolescentes acusados de participação no assassinato do universitário Mardônio Freire Júnior, 19, na semana passada, no Henrique Jorge. Segundo informações da Polícia, os crimes não estão relacionados. O homem tinha 38 anos e foi alvejado no momento em que saía de casa para trabalhar, no Autran Nunes. A vítima tinha antecedentes criminais.

Segundo informações da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), o homem foi morto por volta das 7h41min, na rua Virgílio Brandão. Ele teria sido abordado por dois criminosos, que estavam numa moto vermelha, e efetuaram vários disparos.

Dois tiros atingiram a vítima, sendo um no tórax e outro no abdômen. Ele chegou a ser levado por populares ao Frotinha do Antônio Bezerra, mas não resistiu aos ferimentos. O assassinato foi registrado no 10º Distrito Policial, também no Antônio Bezerra. Porém, como a autoria do crime é desconhecida, a ocorrência foi encaminhada para a Divisão de Homicídios (DHPP), que investiga a motivação do crime.

O delegado titular da DHPP, Luiz Carlos Dantas, confirmou que o homem era pai do adolescente de 16 anos, que foi o primeiro a ser apreendido após a morte do estudante de Direito. O jovem, que teria participado do sequestro-relâmpago seguido do assassinato do universitário, no último dia 19, está cumprindo medida socioeducativa em um dos centros educacionais do Estado. Para segurança do próprio adolescente, a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) não informou em que unidade o jovem está recolhido.

Já o pai dele respondia pelos crimes de lesão corporal, porte ilegal de arma, homicídio, furto e ameaça (2008). “Pelas informações colhidas, inclusive, após entrevistarmos os familiares dele, o assassinato não está relacionado à morte do universitário. Os casos não têm a mínima ligação. Acreditamos que o caso esteja relacionado às práticas criminosas que ele ainda era envolvido”, disse Dantas.

O POVO não informa o nome do adolescente e do pai dele em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). (Thadeu Braga e Thiago Paiva)

FONTE: Jornal O Povo

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